sábado, 4 de outubro de 2008

FOLHA de URUBU


folha-de-urubu. S.f. Bras. Amaz. Bot. Trepadeira de caule grosso e rugoso, da família das aráceas (Philodendron laciniatum), de flores dispostas em espádice subssêncil, protegido por espada de tubo exteriormente verde e interiormente vermelho-violáceo, e cujo fruto é baga pequena; guembé. [Pl.: folhas-de-urubu.]


Sete artistas com um objetivo em comum: Divulgar seu trabalho de forma lúdica e de baixo custo. E deu mesmo o que ver, ler, falar, tocar, manusear, rir... e o que se possa imaginar!! Logo, logo a segunda edição... Para colecionadores!

Fotografias: Angélica D'avila

P.S. O meu trabalho é aquele livrinho vermelho da segunda imagem. Confira um pouco do conteúdo na postagem "presença", do mês passado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

explicar e entender


"Tantas palavras escritas desde o princípio,
tantos traços, tantos sinais,
tantas pinturas, tanta necessidade de explicar e entender,
e ao mesmo tempo tanta dificuldade porque ainda não acabamos
de explicar e ainda não conseguimos entender.”

José Saramago


Fonte da imagem: http://www.photofinish1.blogspot.com


merecimento


Como fazer por merecer um olhar?

Fonte da imagem: http://www.anomalias.weblog.com.pt

domingo, 28 de setembro de 2008

arco-íris

"Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura..."

João Guimarães Rosa
Grande Sertão Veredas

Trecho retirado do álbum Brasileirinho, de Maria Bethânia

Imagem: Cristian Mossi

mais feliz

E em meio a tudo isso, sinto-me feliz. De um jeito que a muito não me sentia. Não porque seja a única vez, nem a última, nem o pretenso, mas porque acho que finalmente entendi (e comprovei) que desse jeito é melhor: não esperar de fora o que só pode ser descoberto em mim mesmo.
Sim! Só me sinto bem agora, porque me permiti... E por tempo indeterminado!
Mais que me permitir, fora deixar que as ocorrências me levassem, sem fazer conjecturas tolas sobre o que adviria a ser, sem medo de parecer bobo, ou pelo menos pouco precavido, ingênuo, louco até.
O que penso agora é que o risco pode ser aceito, sem lavrar contratos que só serão no fundo confirmados com o tempo e com o que ele decidir.
Eu sei. Isso já fora dito diversas vezes (não só por mim), mas muito pouco cumprido. Na verdade o medo sempre me levou em suas asas, mas eu o escondia com um excesso de aparente confiança em mim mesmo. Afinal então, por que não fazer do medo algo produtivo? Já diz o velho ditado: “se não posso com o mal, me junto a ele”.

Por que não me revelar frágil, mas disposto a reconstruir-me constantemente. Talvez essa seja a real forma da força. Sem auto-punições.
Sinto-me leve, me permito enfim. A cada possível decepção, caberá só a mim reconstruir meu próprio castelo de (im)purezas.
Escuto músicas até então deixadas de lado por esse ou aquele motivo, vivo arriscando meus pensamentos, faço planos (mesmo sabendo que eles possam não ser realizados), escrevo coisas de maneiras novas e tenho para mim que este é o melhor, pelo menos por enquanto, pelo menos até descobrir outra via que me leve a qualquer lugar. Sem temor nos “parecimentos” e “endereçamentos”.
Os tempos mudaram e sempre digo que o melhor da vida é poder trocar de opinião sobre as coisas. Ela não precisa ser tão certa, tão hermética. O modo como me reconheço já é outro. Menos convicto, menos castrador. Bem mais feliz.


Imagem: Cristian Mossi

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

palavras 'embrulhadas' pra presente


"Carta de Amor" de Alexis Gorodine

Fonte: http://www.
bibliotecavilarinho.blogspot.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ah! o amor...

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor."

Carlos Drummond de Andrade

Imagem: Cristian Mossi, sobre fotografia de Lais Chiodelli

domingo, 14 de setembro de 2008

presença

Bom, depois de três posts seguidos sobre a questão da ausência (que, claro, tem mechido muito comigo ultimamente), aí está o projeto de um pojeto que ainda não tem nome, mas que está muito presente ultimamente... E vai dar o que ler, ver, falar, etc...
Prometo contar mais detalhes depois...

sábado, 13 de setembro de 2008

ausência

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços, que rio e danço e
invento exclamações alegres, porque a ausência,
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

Carlos Drummond de Andrade

Fonte da imagem: http://www.niilismo.net