Fonte da imagem: http://gotinhasdeluz.blogs.sapo.pt
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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Fonte da imagem: http://gotinhasdeluz.blogs.sapo.pt
segunda-feira, 8 de junho de 2009
justificativas
Há dias tenho ensaiado uma justificativa (talvez pra mim mesmo) do porquê não tenho escrito mais com tanta assiduidade aqui no blog. Resolvi me justificar 'não me justificando', mas postando uma imagem que encontrei e achei que caberia nesse momento. Bom... não sei bem o porquê (e olha eu aqui procurando justificativas para as coisas), mas quando olho para ela consigo me culpar menos pela minha falta de tempo, de coragem para algumas coisas, entre outras faltas que aqui prefiro não citar, mas acho que contribuem muito para eu não ter escrito mais tanto...Fonte da imagem: http://absolutamente.blogs.sapo.pt
dica
Nesses dias de frio aqui no sul, o que resta (no bom sentido) a fazer, é pegar um filme, se enfiar embaixo do edredom e olhar bem quietinho. Como sou daqueles que "forçam" um sentido para tudo o que vêem, estive pensando que há dois tipos de filme.Os filmes "montanha russa" que você paga para alguns minutos de aventura e quando eles terminam você esquece... Lembra da experiência, mas ela fica só no âmbito do frio na barriga, enquanto efeitos especiais se misturam à jogos de luz fascinantes e piruetas nas tomadas de cena.
E aqueles filmes que resolvi catalogar como "carrossel", os quais basta você "andar" uma só vez e eles nunca mais saem da sua mente. Acontecem com uma luz própria, que não precisa de grandes recursos para te tocarem para sempre... É o caso de "Um beijo roubado", de Won Kar Wai e a maravilhosa atuação de Norah Jones no papel principal (ela mostra que não é só uma carinha e uma voz bonitas).
A pergunta que ficou pra mim foi:
Quanto tempo demorarei para atravessar a minha rua?
Vale a pena assistir!
Fonte da imagem: http://sobretudofilmes.wordpress.com
quinta-feira, 2 de abril de 2009
redescoberta

Tenho me procurado, mais que nunca, por entre palavras, melodias e imagens.
Tenho me perdido em esperas que eu mesmo aceitei pra mim. E estou tentando me encontrar.
Tenho reavaliado minhas próprias linguagens e percebido que nada sou além de um pequeno fragmento do que eu queria ou poderia ser.
Tenho subvertido o tempo... Minha paciência, meu cuidado.
E o que sou eu afinal, senão meu próprio processo de definição?
Senão aquilo que estabeleço como ‘eu mesmo’ no instante agora?
Tenho me perdido em esperas que eu mesmo aceitei pra mim. E estou tentando me encontrar.
Tenho reavaliado minhas próprias linguagens e percebido que nada sou além de um pequeno fragmento do que eu queria ou poderia ser.
Tenho subvertido o tempo... Minha paciência, meu cuidado.
E o que sou eu afinal, senão meu próprio processo de definição?
Senão aquilo que estabeleço como ‘eu mesmo’ no instante agora?
Imagem: Cristian Mossi
quarta-feira, 1 de abril de 2009
(...)
emaranhado em negativo
escritas antigas
Ontem encontrei um caderno de redação que escrevia quando tinha 9 anos de idade... Tão bom me encontrar criança entre meio a escritas e desenhos - duas coisas que não sei viver sem, nem depois de adulto.Com vocês "O Medo", pelo Cristian Mossi de 16 anos atrás:
"Um passarinho me contou que a menina tem medo de cair da árvore e que a barata tem medo da vassoura.
Vocês sabiam que o giz tem medo do nosso pé e a bola tem medo do prego, vocês sabiam?!
Uma formiga me contou que a janela tem medo da pedra, Marisa tem medo do rato e vocês sabem do que Gisela tem medo?
Ela tem medo de assombração.
Uma borboleta me contou que minha mãe tem medo de assalto, que a porta tem medo de ladrão e o chiclete tem medo dos nossos dentes.
Uma minhoca me contou que o meu pai tem medo do acidente de automóvel e uma outra disse que o passarinho tem medo da gaiola, ela também disse que o aluno tem medo das provas e minha professora tem meo de aranha.
Um grilo me contou que o filho tem medo do chinelo, ele também me contou que o cigarro tem medo da lixeira e sabem do que tem medo da tesoura?
E todos disseram que o sapato tem medo do sapateiro, também disseram que o papel tem medo da caneta e que a nuvem tem medo do vento."
Imagem: Ilustração e texto originais.
em lápisde cor
detestáveis minutos
Busco em Clarice Lispector, no livro Um sopro de vida, palavras que expliquem pra mim mesmo esse tempo de silêncio aqui no blog..."O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie."
Fonte da imagem: http://www.sodacausticaeguarana.blogspot.com
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