quinta-feira, 13 de agosto de 2009

um dia de cada vez!

A explosão de cores dos recortes de Matisse para dizer da minha alegria de ultimamente... Alegria com ar de esperança, transformação e crença no porvir.
Quero gostar cada vez mais do que sempre venho a me tornar...
Imagem capturada em: http://marinaw.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

novamente as esperas

Esperar carona,
Esperar a chuva passar,
Esperar do outro mais do que ele pode me dar.

Esperar aquele programa na TV,
Esperar a data,
Esperar visita,
Esperar o filme entrar em cartaz.

As esperas me consomem mas me constroem.
Na medida que espero me descubro, me refaço,
me frustro e descubro que a hora certa não é aquela que espero, mas a que acontece.

Certo conformismo que não me faz desistir de esperar.


Imagem capturada em: http://mundodastribos.com

para re-recomeçar

Era aquilo e só. Estirado no colchão e a anestesia das horas a me passar dos pés à cabeça. Sentia como se meu corpo se transformasse lentamente em algo que já fui, mas que ainda não experimentei. Não desse jeito. Não com tanta crueldade.
Era aquilo e só. Uma dor que eu mesmo causei e que só e somente eu poderia amenizar. Não curar completamente. Porque as marcas, estas sim, ainda que nunca me façam aprender o que eu preciso de uma vez por todas, continuam latentes.
Era aquilo e só. Agora é remontar todo o quebra-cabeça com extremo cuidado, preparando-se para as próximas tempestades. Do ponto que parei, ou de outro ponto qualquer, isso não importa. O que importa é que, via de regra, sempre sei no fundo das minhas próprias necessidades... E sei que, por tudo o que se pode ver e ler no mundo como um motivo para terminar, também há sempre outro para recomeçar.


Imagem capturada em : http://gimp.com.br


segunda-feira, 13 de julho de 2009

para falar do agora em diante

Por todas as coisas como são... Ou como virão a ser!

Imagem: Cristian Mossi

domingo, 12 de julho de 2009

alguns



Nada dura para sempre... E isso é uma pena!

incontornável

Mesmo seguindo o fluxo dos dias sem preocupar-me em ser um só, ou comprovar a mim mesmo alguma unicidade, certas vezes culpo-me por sentir o que sinto, por não saber escrever minha própria estória sem rasuras, por transtornar a sucessão do meu próprio tempo aludindo ao que está tão dentro quanto fora de mim. Ou simplesmente por culpar-me. Procuro todo dia entender o quanto meus contornos são frágeis, fugazes, fluídos, estreitos, endereçáveis. O quanto são ligeiros, pérfidos, doloridos, impuros, elimináveis. O quanto são simplesmente incontornáveis.


Imagem: Fotografia de Angélica D'Avila sobre a instalação de Nazareth Pacheco.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

8 infinitos

Em breve... http://sentidossimultaneos.blogspot.com/

Imagem: Wolney Fernandes

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

do que está dentro e fora de mim

É... depois de tempos de silêncio sinto vontade de voltar a falar. Tenho esses momentos de “crise-sem-causa”, de falta de tempo e sensibilidade, que me fazem nem querer mais contar nada de mim aqui ou em outro lugar. Como diria Adélia Prado, às vezes Deus me tira a poesia e vejo numa pedra só e somente uma pedra. Nada mais que uma pedra... O blog fez até aniversário no último dia 14, mas preferi aderir à onda da internet enquanto espaço atemporal e nem fiz questão de postar algo pra comemorar meus primeiros desenredos (que achei que não iriam durar nem um mês, e olha eu aqui um ano depois falando deles). Pensei em tanta coisa nesse período, me culpei por não escrever mais, pensei até em abandonar esse meu-nosso espaço e esquecer essa história de blog... Eu sei... Já fiz isso outras vezes... Mas derrepente surge aquela luzinha no fundo e penso: Ué?! Por que não fazer disso, dessa dificuldade de escrever, uma possibilidade?! Do limão uma limonada como infere o chavão. E tenho pensado que é de tudo que faço isso, ou pelo menos que procuro fazer. E tenho aprendido tanto... Nos últimos tempos tenho vivido um cotidiano repleto de correrias e atarefamentos profissionais, conflitos pessoais e emocionais que talvez sejam resultantes dessa entrega exacerbada para tudo o que está fora de mim. Mas também tenho vivido um momento de maturação profunda de meus desejos, de aprender que a vida não soa conforme as partituras que escrevo. Preciso me lembrar que eu mesmo é que quis me perder... Propus-me à isso. Agora o que vivo são conseqüências loucas de escolhas nos mais diversos âmbitos... E nem quero garantir a mim mesmo que foram as melhores.


Fonte da imagem: http://estavaaquipensando.blogspot.com


segunda-feira, 22 de junho de 2009

A música que ganhei nessa tarde diz assim:

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

(Todos os verbos - Zélia Duncan - Composição: Marcelo Jeneci | Zélia Duncan)

Fonte da imagem: http://
www.flickr.com